Coelho



Os coelhos em particular os coelhos anões, são hoje a par dos cães e dos gatos, animais de companhia. São animais noctívagos, apesar de grande parte das pessoas não o saber, no entanto habituam-se facilmente á rotina diária dos donos, alterando os seus períodos de sono, estando sempre prontos para “explorar” a casa.

1. Alimentação
A alimentação deve ser à base de ração apropriada complementada com feno, que deve estar sempre à disposição. Também os vegetais frescos como a cenoura, o nabo, o rabanete, a couve (em pequena quantidade), os brócolos, a salsa, entre outros devem fazer parte da sua alimentação devendo constituir cerca de 20% da alimentação total. A batata, as leguminosas secas como o feijão, o grão e a alface (essencialmente devido á falta de nutrientes e capacidade diurética) devem ser evitadas.

2. Maneio
Os coelhos devem ser sempre seguros pelo dorso ou barriga, apoiando as patas na mão, para que não se sinta desequilibrado e comece a “espernear”. Não se deve pegar nunca nos coelhos pelas orelhas.
Num coelho saudável encontramos olhos brilhantes em vez de secos e baços, pelo completo, sem falhas nem feridas e sem se apresentar quebradiço e sem queda excessiva que faça com que o coelho apresente peladas. O pelo deve estar limpo e solto, especialmente na zona do ânus, sem sinais de diarreias. Não deve apresentar nem corrimento nasal nem uma mancha amarelo-escura no nariz, já que esta situação pode indiciar problemas respiratórios que podem ser causados por pasteurella. A barriga não deve estar inchada nem rígida. O queixo não deve estar molhado e os dentes devem apresentar-se bem colocados, brancos, sem falhas nem rachas.
Para manter o seu coelho limpo, também é importante levá-lo a aceitar, desde cedo, a escovagem, o corte das unhas e o barulho do secados, para o caso de ser necessário dar-lhe banho.

3. Vacinação
O coelho deve ser vacinado contra a mixomatose e contra a doença vírica hemorrágica. Também se podem vacinar os coelhos contra a pasteurelose.
A Mixomatose é uma doença causada por um vírus que se transmite através da picada de insectos (pulgas, moscas e mosquitos), ou pelo contacto directo entre coelhos. Os sintomas são: febre, conjuntivite, edema das patas e da cabeça e aparecimento de nódulos rosa violáceos na zona genital, boca e olhos.
A primeira vacinação deve ser iniciada na 4º semana de idade e o reforço deve ser efectuado de 4 em 4 ou de 6 em 6 meses, dependendo da incidência da doença na zona.
A Doença Vírica Hemorrágica é uma doença causada por um vírus, e é altamente contagiosa por via aérea. O período de incubação é de 24 a 48 horas. A sintomatologia é praticamente inexistente devido á rapidez da evolução. Observa-se, por vezes, sangue nas narinas. A morte é súbita e acompanhada de hemorragias internas extensas.
A primeira vacinação é realizada a partir da 4ª semana de idade, e o reforço deve ser efectuado anualmente.
Existem várias vacinas no mercado, apontando-se a título de exemplo MIXOHIPRA, MIXOVAC, CYLAP e DERCUNIMIX, podendo ser adquiridas nos fornecedores habituais.


4. Doenças dermatológicas dos coelhos
Os coelhos são frequentemente afectados por doenças dermatológicas, que contribuem para o mal-estar e morbilidade dos animais. O conhecimento das principais afecções de pele destes animais é fundamental para o aconselhamento adequado dos utentes.

  4.1. Doenças dermatológicas mais frequentes

v  Dermatofitose: vulgarmente conhecida por “Tinha ”, é provocada por fungos do género Tricophyton. Tem como sinais vários focos de alopécia circular, com escamas no interior. Ocasionalmente causa prurido e exsudação.
§  Diagnóstico: exame clínico e análises laboratoriais.
§  Tratamento: antifúngicos tópicos.
v  Sarna: na maioria dos casos é provocada por ácaros da espécie Cheyletiella parasitovax. Os principais sinais caracterizam-se pela presença de uma dermatite generalizada, com alopécia e queda de pelo em tufos, descamação e acumulação de detritos cutâneos da base.
§  Diagnóstico: análises laboratoriais.
§  Tratamento: ivermectinas e derivados.
v  Otocariose: designação da sarna auricular. Causada por ácaros de espécie Psoroptes cuniculi. A transmissão é directa, entre os vários animais. Na maioria dos casos é unilateral, mas em situações mais severas pode afectar os dois ouvidos. Os sinais mais comuns são eritema, ulceração e presença de exsudado acastanhado. Os coelhos manifestam prurido intenso, dor e abanam a cabeça.
§  Diagnóstico: análise microscópica.
§  Tratamento: ivermectinas, num total de 3 administrações quinzenais e descontaminação do ambiente.
v  Feridas / abcessos: muito frequentes.
§  Tratamento: limpeza com soluções anti-sépticas, drenagem cirúrgica e antibioterapia tópica e sistémica.
v  Necrobacilose: infecção necrótica da pele provocada por uma bactéria (Fusobacterium necrophorum). Causa ulceração e necrose. Evolui para septicémia e conduz à morte do animal.
§  Diagnóstico: isolamento do agente.
§  Profilaxia: higiene das instalações.
§  Tratamento: limpeza das feridas, antibioterapia tópica e sistémica.
v  Pododermatite ulcerativa: úlceras nos membros posteriores, devidas ás más condições do piso, apoio em redes e camas sujas e húmidas.
§  Tratamento: limpeza das feridas. Os animais deverão ser colocados em camas limpas e pisos pouco agressivos, sem redes.
§  Profilaxia: alteração do tipo de piso e higiene das instalações. As feridas podem evoluir para abcessos e granulomas.
v  Dermatite bacteriana: em animais alojados em locais pouco higienizados. Eritema e ulceração na face ventral do abdómen e região inguinal.
§  Tratamento: limpeza com soluções anti-sépticas e antibioterapia tópica. Correcção das condições de alojamento. Os animais podem também apresentar dermatites no canto medial dos olhos e no queixo, devidas ao contacto com os bebedouros. Nestes casos, dever-se-á proceder á alteração do tipo de bebedouros.
v  Mixomatose: provocada por um vírus da família Poxviridae. Transmite-se de forma directa, mas sobretudo através de vectores (moscas, mosquitos e pulgas). Manifesta-se pela presença de edema generalizado, mais visível em redor dos olhos e das orelhas, e também pelos tumores cutâneos característicos. É uma doença incurável, na maior parte dos casos, conduzindo á morte dos animais.
§  Profilaxia: vacinação a partir das 4 semanas de vida e reforços semestrais. Higiene das instalações e controlo dos vectores.

Algumas fêmeas, durante a gestação, arrancam pelo do abdómen e flancos para fazerem o ninho. A alopécia assim induzida não tem, por isso, um carácter patológico.

5. COELHO ANÃO
O Coelho Anão é um animal extremamente dócil que tem vindo a ganhar destaque no grupo dos novos animais de companhia (NAC). O conhecimento de alguns aspectos sobre estes animais é fundamental para o aconselhamento na farmácia e para a dinamização de uma nova área de intervenção farmacêutica.


  5.1. Características gerais
Peso: 1-2Kg, dependendo da raça.
Esperança média de vida: 7-12 anos.

  5.2. Comportamento
Habitualmente dócil, mas pode manifestar agressividade quando incomodado no interior da gaiola ou para proteger as crias. A junção de 2 coelhos é mais fácil quando estes são ainda jovens do que quando já são adultos.

  5.3. Alojamento
Para as instalações dos animais poderão ser utilizadas gaiolas de tabuleiro ou caixas que contemplem espaços reservados á alimentação, á higiene, ao repouso e ao lazer.
Deverão estar situadas num local calmo da casa, fresco e seco, ao abrigo do sol e das correntes de ar. Os coelhos são mais sensíveis ao calor do que ao frio, e não toleram temperaturas superiores a 28ºC.
Existem no mercado vários substratos para revestir os tabuleiros e as caixas. O feno, além de ser utilizado na alimentação, pode ser também empregue como cama. As aparas de madeira são também uma boa opção. Não é recomendada a utilização de areão para gatos, pois pode provocar oclusões intestinais e o pó provoca rinite alérgica. A serradura é também desaconselhada.

  5.4. Alimentação
A alimentação destes animais deverá favorecer a utilização dos dentes e o equilíbrio da flora intestinal.
Os dentes crescem continuamente. Os alimentos ricos em fibra são os ideais para desgastar os dentes e deverão estar sempre é disposição, bem como a água e feno de boa qualidade. As verduras frescas como a couve, espinafres, brócolos, salsa e coentros são as mais adequadas. A quantidade de cenoura e de fruta deverá ser limitada, bem como a de luzerna e alfafa.
Existem também disponíveis reções comerciais e misturas de grãos que poderão ser oferecidos ao animal uma a duas vezes por dia.

  5.5. Reprodução
A puberdade é alcançada aos 4-6 meses de idade. Não existe uma estação de reprodução marcada e podem reproduzir-se durante todo o ano. O ciclo éstrico das fêmeas tem a duração de 15 dias, e a gestação 28-34 dias.

6. Medicamentos e produtos mais utilizados
Antiparasitários internos: Panacur Pet paste;
Antiparasitários externos: Advocate 40, Stronghold 15mg;
Suplementos nutricionais: Anima Strath;
Vacinas: Cylap HDV, Mixohipra-FSA, Mixolep.

Bibliografia:
www.globalvet.com, 2008   

25 comentários:

  1. tenho dois coelhos anoes machos e inicialmente tentavam "reproduzir-se" e agora atacam-se, um deles ataca-me, o que poderei fazer para minimizar esta questão?

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    1. os coelhos anos estão no sio presiza arumar uma femea ai ele se acalma e para de te morde ,ele que dizer que quer transar e separe os machos eles não podem ficar juntos são territoriais , cada local um manda ,se o outro envadir vai ter briga e um deles vai se machucar não pode deixar macho junto com ,msacho , vao brigar ater morrer ,bote separado cada um no lugar e arrume uma femea para ele , como você quer que tenha finhote macho com macho ta doido euemmmmmm

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  3. Bom dia, onde encontro no Brasil as vacinas para mixomatose, pausteurelose e DHV? Obrigado.

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  4. Onde posso encontar essas vacinas em Portugal ? manuelosilva2010@gmail.com

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  5. Onde posso encontar essas vacinas em Portugal ? manuelosilva2010@gmail.com

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  6. Ola, qual o nome da vacina para pasteurelose? julia.barbara@gmail.com

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  7. Boa noite.
    Tenha uma filhoa com 11 meses. E tem uns três dias,notei q ela esta com as duas patinhas de tras com uns machucados. Olhando as fotos de vcs notei q os machucados dela parece com o da foto q diz: stapylococciose. N esta tão machucado como o da foto. Oque eu entendi, é q minha filhota tem um quintal enorme apenas pra ela. Tem cimeno em volta da minha casa e na frente boa parte de grama. Ela n vive presa. Ao contrario. Ela cresceu solta nesse quintal. Nanca a prendi em gaiolas ou coisa e tal. O quintal é sempre bem limpo e a grama sempre cortada. N tem humidade e nem sujeira p ela esta com as patinhas assim.
    Vc pode me ajudar por favor. Tem dois dias q lavo as patinhas com água ixigenada e passo violeta. Mais n sei se isso vai fazer sarar. Por favor me respondam.
    Obrigada!!
    Rafaelamonica67@gmail.com

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  8. Boa noite.
    Tenha uma filhoa com 11 meses. E tem uns três dias,notei q ela esta com as duas patinhas de tras com uns machucados. Olhando as fotos de vcs notei q os machucados dela parece com o da foto q diz: stapylococciose. N esta tão machucado como o da foto. Oque eu entendi, é q minha filhota tem um quintal enorme apenas pra ela. Tem cimeno em volta da minha casa e na frente boa parte de grama. Ela n vive presa. Ao contrario. Ela cresceu solta nesse quintal. Nanca a prendi em gaiolas ou coisa e tal. O quintal é sempre bem limpo e a grama sempre cortada. N tem humidade e nem sujeira p ela esta com as patinhas assim.
    Vc pode me ajudar por favor. Tem dois dias q lavo as patinhas com água ixigenada e passo violeta. Mais n sei se isso vai fazer sarar. Por favor me respondam.
    Obrigada!!
    Rafaelamonica67@gmail.com

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  10. Tenho uma coelha que teve sarna na orelha e após alguns dias eu estar tratando dela, ela ficou com o pescoço torto quase não para em pé. O que fazer?

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  11. Tenho uma coelha que teve sarna na orelha e após alguns dias eu estar tratando dela, ela ficou com o pescoço torto quase não para em pé. O que fazer?

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  12. Tenho uma coelha que teve sarna na orelha e após alguns dias eu estar tratando dela, ela ficou com o pescoço torto quase não para em pé. O que fazer?

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  13. Olá tem algum remédio que posso da para minha lebre não engravidar pois tenho um coelho Machu e não quero q ela pegue gria.

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  14. Olá tem algum remédio que posso da para minha lebre não engravidar pois tenho um coelho Machu e não quero q ela pegue gria.

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  15. Castrar é a soluçao! Nao dê remédios porque é cancerígeno!

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  16. Meu coelho tá com uma ferida dentro da boca.. parece afta, mas maior!! Bem maior. Aparenta está com pus. E está a 3 dias sem conseguir beber água por conta disso.
    Ela não roi nada, tenho que cortar os dentes 1 vez por semana.. mas ela entrou na fase de puberdade e não deixava eu encostar nela. Dai os dentes ficaram enormes.. acredito que a ferida tenha aparecido por conta disso. Já cortei os dentes, mas queria psssar algo p aliviar a dor e ela pode beber água!!! Me ajudem por favor.

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  17. ola tenho muitos coelhos so que esta sempre a cair o pelo e da comixao o que posso fazer para eliminar isso

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  18. Olá tem algum remédio que eu possa dar para meus coelhos comprei 2 femininas estão com meiu mês eu estou preocupada porque estão esperando e com o fucinho e olhos lacrimejando sei que é infecção respiratória pelos sintomas não quero que morreram porque meus meninos iriam ficar muito tristes pois comprei os filhotes pra eles se puder me ajudar serei muito grata pois aqui não tem Vet para coelhos .deis de já agradeço e fique com Deus

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  19. Boa tarde tenho um coelho que está com fungos nos ouvidos
    Que tipo de remédio posso dar .


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  20. Minha coelha mini lion esta com um machucadinho perto da boca acho que foi roendo alguma madeira o que eu posso passar?

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  21. Minha coelha está com os olhos lacrimejando e vermelho .que devo fazer

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  22. E que dá para o coelho em caso de dor e enchaso e o que passa no ferimentos

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  23. Meu coelho está com a boca cortada oq posso passa?

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